Empreendedorismo, reflexões

Ser pequeno ou grande, importa?

Em meu desenrolar da Amélie Franz, muitos me questionaram: “tantos anos fazendo isso, vai ficar a vida toda costurando? mas por que tu não tem funcionários? Por que não faz isso ou aquilo? Tu vai vender um monte, que nem água se fizesse tal coisa.” Eram tantos consultores do meu negócio que perdi as contas. Queriam que eu virasse empresa grande, indústria. E eu nunca cheguei a almejar isso, pois contrariava minha vontade de fazer, de criar, de colocar a mão na massa. Nunca gostei de produção em série. Meu negócio nasceu instintivamente e foi crescendo na mesma proporção em que eu fui crescendo, amadurecendo. E tudo ocorreu tão naturalmente, sem propagandas pagas, tudo no boca a boca, metendo as caras, com muito empenho, dedicação, persistência, resistência.. mas o ingrediente principal foi o amor pelo que faço, pois se não gostasse, certamente não continuaria. Tanto que hoje, das minhas criações, tenho um propósito muito melhor do que só vender peças autorais – feitas pelas minhas próprias mãos, livres de mão de obra escrava – que é ensinar costura. Para que as pessoas tenham autonomia de criarem suas próprias peças e difundir mais o movimento por uma moda mais consciente. O fazer é revolucionário. Posso continuar a ser pequena no negócio, mas meu propósito vai ser sempre grande. Sou feliz fazendo o que faço, é o que importa 💕

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